terça-feira, 26 de março de 2013

Aquele Habitar

Do inicio de onde ninguém saiu
A esperança tão aguardada desistiu
Tomado pelas sombras estava aquele lugar
Era o que todos ali evitavam pensar

Ela decidiu aquele lugar entender
Depois que conseguiu achou melhor esquecer
Seu corpo se encheu de compeensão
Aquele habitar horrivel, era seu coração

O sentimento sumiu e a escuridão a tomou
Foi assim que tudo isso começou
De toda confusão ela fugia
E ao olhar no espelho, não mais se via

Ela estava cansada, cansada de chorar
E não mais aguentava a dor de se machucar
Nas águas profundas ela mergulhou
E daquele mundo, nunca mais voltou.

sábado, 23 de março de 2013

Só mais algo tolo...

"Estava sutilmente normal, concentrada demais para me dar ao trabalho de notar qualquer movimento que ocorresse longe dois meus olhos. Um pensamento súbito desconcentreou-me, um frio gelou em meu peito e subtamente senti algo indescritível, entre susto e afeto. Percorri o olhar sobre toda a sala, não havia nenhum olhar diretamente a mim. Uma iluminação percorreu o lado direito dois meus olhos e atraiu minha visão para a porta. No início não percebi muito bem, somente vi algumas sombras. Sutilmente minha concentração se voltou ao ponto de partida. Havia um medo inexplicável, que inquietava-me. Em um susto, um corpo tampou todo aquele sol que ainda entrava, agora em leves raios. Um batimento a mais, uma respiração a menos. Um mesclado de afeto e ódio, de medo e felicidade. Meus olhos se perderam, meu corpo congelou. Procurava uma explicação para tudo, procurava um olhar que encontrasse o meu, que em seguida causasse um sorriso ou uma lágrima. Encontrei meus olhos vidrados naquela figura parada ali na porta. Senti seus olhos passando por toda a classe, talvez a procura de um rosto conhecido. Até passar despercebido pelo meu. Fitei-o procurando resposta e percebi que meu olhar foi retribuído, que seu olhar voltara ao meu e parara de procurar outro. Olhou e sorriu. O sorriso que eu mais senti falta por tanto tempo, o sorriso que eu sonhei, o sorriso que fazia parte de tudo que um dia fora suficiente para preencher meu mundo. O sorriso que retribuí, sem pensar duas vezes. Um calafrio percorreu-me o corpo e pude ver o olhar inocente que ganhara maldade. O jeito continuava o mesmo... Pude sentir medo, muito medo. Mas as lembranças boas ainda foram suficientemente maiores. Senti uma amostra do passado, um sentimento inacabado que agora haveria de ter um fim. Temi por isso. O fim é mais doloroso pela segunda vez. Mas aqueles olhos atrás da expressão de maldade me levaram ao mundo das lembranças. Foi uma viagem curta, pois aqueles olhos tiveram de passar por mim e seguir. Deixou-me um sorriso tolo na face, um sentimento tão confuso, alegre e triste. Lembrava-me promessas desfeitas e milhões de sorrisos que foram rompidos pela realidade. Virei-me para tentar concentrar novamente, mas em minha mente corria tantas lembranças, tanta dor e tanta inocência. Um suspiro seguiu e as lembranças se foram novamente. Não foram precisas palavras, senti um sentimento retribuído pelo sorriso. Pude sentir o olhar sobre mim, mas também percebi um mesclado de dúvida. Notei que aquele olhar não parecia-me, pertencia a dúvida,a saudade, ao espanto. Foi talvez, o melhor e o pior reencontro que já tive. começou com um olhar e terminou com outro.“