quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Apenas Um Sonho

Sem nenhuma palavra
Mas com tanto sentimento
Você nunca meu deu esperança
Mais não consigo não sentir

Lágrimas caem dos meus olhos
Enquanto você me fala
Palavras frias e duras
E eu só abaixei a cabeça
Enquanto meu chão sumia

Cadê os cavaleiros reluzentes?
Aqueles homens corajosos que iriam lutar por nós?
Onde está aquele mundo que deixei?
Aonde você me deixou?

Os cavaleiros caíram
Os homens morreram
O mundo desmoronou
E você me deixou aqui

As imagens sumiram
As luzes piscaram
Sentei na cama coçando os olhos
Foi apenas um sonho

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Sociedade

Fazer parte da sociedade
Significa fazer uma reputação
Para fingir ser dona da razão
E transformar em realidade.

Essa sociedade julga sem saber
Quantos, que te julgaram
Vieram antes te conhecer?
E depois te machucaram
Só por que desse jeito você não consegue viver?

Não consigo os olhos fechar
Para toda essa confusão
Ainda posso ouvir gritar
As feridas do seu coração
Como consegue respirar
Com todo esse sangue na mão?

Não vou praticar a maldade
Você já pode desistir
Pois eu não vou ir
Para essa sua sociedade

Sozinha compuz

Preto, tudo preto
Por que não paro de gritar?
Pensamentos, só pensamentos

Será que eles vão me matar?
Escuro, somente escuro
Você poderia me acordar?

São apenas pensamentos
Nesse quarto sem luz
Ou são os lamentos

Que eu mesma me puz
Me tire desses tormentos
Que sozinha Compuz

A Morte

Cansada da solidão
Vendo meu passado, passando em vão
Das minhas fotos estou sumindo 
Nesse corredor escuro, vou seguindo 

Estou sendo desperebida 
Desaparecendo, desistindo da vida 
Aquela luz brilhante acabou 
E por acreditar no erro, você tambem errou 

Tendo assim, meu eu inconstante 
Que me transforma em mais uma errante 
Conforme por isso, você me acusa 
Sem nem mesmo entender o termo que usa 

Enfim minha vida acaba 
Mesmo que inteira ela seja errada 
Vejo que agora chegou o fim  
Isso está bem gravado em mim

Então aparece a morte, cheia de graça 
Pra me levar com ela, me abraça

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Reticencias

Continuo caindo nessa imencidão
Agarrando os pedaços do meu coração
Secando as lagrimas de cada recordação
Vagando sozinha, sem ter para onde ir
Cansada dessas coisas que eu tenho que sentir

O que foi que aconteceu?
Quando tudo escureceu?
O meu corpo no escuro treme

Pelo tamanho da dor
Causada pela falta de amor

O tempo está acabando
Enquanto tudo está passando
O soar do relógio estremece
Antes de eu ver o que acontece

Me deixando fazer
Meu corpo parar de se mover.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Viva

Não esqueça da vida
Só por que a morte a espera
Se até agora ela foi sofrida
Por que não a recupera?
Não é naquela dor mais sentida
Que você mais se revela?

Corra, grite, ame, faça tudo o que conseguir
Acredite, nada é errado
Se por acaso te faz sorrir
Não foi você que havia me falado
"Eu vou aonde conseguir ir?"

Seja criança enquanto isso ainda é verdade
E faça de tudo para não crescer
Por que depois vem a responsabilidade
E você não poderá mais se esconder
Dessa nossa sociedade
Que agora só quer poder

Minha mente.

Tão cansada, sangrando, e sendo esquecida
Então tudo iso
E apenas a vida?
Vou saindo igual a um mudo
Totalmente despercebida

Você não é nenhum perito
O que pode descobrir?
Minha mente é um labirinto
Que você não vai atingir

É melhor obedecer
Já consegue ouvir o timbre?
Mais o pior de tudo é saber
Que mesmo sozinha, não sou livre

Já não tenho coração?

Vivemos para morrer
Por que será assim?
Morremos para viver
Será que isso não tem fim?

Então só preciso correr
Para tentear fugir de mim?
Seria ruim a morte me alcançar?
Depois de tanto eu fugir

 Ela só podera me matar
Não me corrigir
Já posso ouvir até meu coração parar
Então permaneço sem intefirir

Estava lembrando outra vez
Com uma faca manchada de sangue na mão
Que não tinha um pingo de sensatez
Enquanto fazia tudo com perfeição

E com isso pensei que talvez
Eu já esteja sem coração.

Angustia

Tento não chorar pela mágoa
De uma angustia de vida
Estou fugindo do mundo
Para não ser destruida
Seguindo apenas os passos
De uma criança sofrida

Por favor, pense com sua cabeça
E aja com razão
Evite que aconteça
O mesmo que a população
Antes que apareça
Mais gete sem coração

Não mate quem merece viver
Apenas o deixe fugir
Pessoas você sempre vai conhecer
Para todo lugar que ir
Só não me prometa nunca esquecer
De sempre me sorrir

Uma Criança - Para J. G.

Há uma menina no chão
Você a vê e a levanta
Ela grita com você, e manda você ir embora
Mas você continua ali, e isso a espanta

Ela deixou de acreditar na vida.
Desistiu de continuar
E você ouvia tudo atento
Enquanto ela recomeçava a chorar.

Mas mesmo com todos aqueles problemas
Amigo dela você continuou
Conversando e dando conselhos
Sem saber como aquilo a ajudou

De todas as pessoas
Você foi o único que se preocupou
Viu a dor que ela escondia nos olhos
A dor que ela tanto ocultou

Ela é apenas uma criança
Uma criança assustada
Que aprendeu a se defender sozinha
De todo mundo que a julgava

Continuo Andando

Eu afasto as pessoas de mim
Como forma de proteção
E prefiro a vida assim
Sem que ninguém me dê razão

Conheci a dor sozinha
E ela me consome
A escolha foi minha
Mas ela nunca some

Me sinto um erro
Sempre atrapalhando
Mas disfarço com um sorriso
E continuo andando

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Solidão

Todos da minha casa saem
Me deixando sozinha
E lá vem a solidão
Me fazer companhia

A escuridão do me quarto me acolhe
Sendo ela uma amiga
E a dor mais uma vez me escolhe
Para travar sua batalha antiga

Quantas batalhas já perdi
Para o meu inconsciente
A felicidade já foi tirada de mim
Por eu ser só inocente

Vou caminhando sem rumo.
Tentando meu passado esconder
Minhas noites passo em claro
Usando o choro para esquecer

O Que estamos fazendo?

Dizem que banhos de chuva lavam a alma
Então cadê as pessoas puras e inocentes?
Não é possivel encontrar uma pessoa calma
Nesses nossos tempos presentes

A razão do mundo foi embora
Foi sem dar pressedentes
O que será do lugar que estou agora?
Metade da população morta, e o resto dependentes?

A chuva continua caindo
Sendo a gota tão pequena
E sem pensar fui resumindo
Minha vida nesse poema.

Dia a Dia


Quando os meus dias bons virão
Para os meus ruins irem embora?
O que será que fiz no passado
Que não consigo lembrar agora?

Falta apenas uma carta, para o meu castelo desmoronar
Quantas pessoas será que eu machuquei?
Meus pensamentos não param de me torturar
Foi brincando com qual fogo que me queimei?

Tanto as noites como os dias
continuam passando rapidos, como ventanias
E quantas chances estou perdendo de ser feliz,
Atrás dessas cortinas?

Repetir Tudo Novamente.


“Coloquei a música no último volume, tranquei a porta do quarto e desabei, toda dor que me sufocava escorria pelo o meu rosto. Desabei em silêncio, só o meu travesseiro era testemunha do sofrimento existente em mim, noites e noites o encharquei com lágrimas em forma de desabafos. A monotonia era acordar com um sorriso forjado e a noite cair aos prantos, colocar pra fora tudo que aguentei com um singelo sorriso no rosto, um sorriso que nunca foi meu. Chegava da escola ia direto pro banheiro, ligava o chuveiro e chorava baixinho pra ninguém desconfiar, logo lavava o rosto e contara pra minha mãe o quão legal foi o meu dia. Tinha mesmo era vontade de gritar bem alto para todos ouvirem o que passo, a dor que sinto no meu coração. Mas calei-me. Não consigo demonstrar os meus sentimentos e menos ainda as minhas dores, ninguém se importa. Já tentei desabafar mas ninguém deu bola, todos me viraram as costas ou, disseram que era ”drama” ou, simplesmente disseram que estava fazendo tempestade em copo d’água. As dores que sinto não são as piores do mundo como, perder uma mãe, ser atropelada ou, ter câncer, mas só eu sei o quanto dói senti-la. O pior é quando olho ao meu redor e vejo que estou só, não tenho um ”ombro amigo” pra desabar ou, um ”amigo parceiro” pra ficar ao meu lado nesses momentos difíceis que estou passando, estou sozinha junto com a solidão. Sem rumo, sem amigos, sem opções trancafio dentro do quarto, coloco uma música melancólica no ultimo volume e choro, coloco pra fora todas as dores guardadas dentro do meu peito. Esvazio o meu coração com cada lágrima em forma de desabafo. Choro. choro, sem parar, penso em todos os motivos que me faziam chorar e chorava mais ainda. Depois com o olho vermelho ardendo, com dor de cabeça e com o rosto manchado de rímel adormeço pra outro dia repetir tudo novamente.”