quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sozinha compuz

Preto, tudo preto
Por que não paro de gritar?
Pensamentos, só pensamentos

Será que eles vão me matar?
Escuro, somente escuro
Você poderia me acordar?

São apenas pensamentos
Nesse quarto sem luz
Ou são os lamentos

Que eu mesma me puz
Me tire desses tormentos
Que sozinha Compuz

A Morte

Cansada da solidão
Vendo meu passado, passando em vão
Das minhas fotos estou sumindo 
Nesse corredor escuro, vou seguindo 

Estou sendo desperebida 
Desaparecendo, desistindo da vida 
Aquela luz brilhante acabou 
E por acreditar no erro, você tambem errou 

Tendo assim, meu eu inconstante 
Que me transforma em mais uma errante 
Conforme por isso, você me acusa 
Sem nem mesmo entender o termo que usa 

Enfim minha vida acaba 
Mesmo que inteira ela seja errada 
Vejo que agora chegou o fim  
Isso está bem gravado em mim

Então aparece a morte, cheia de graça 
Pra me levar com ela, me abraça

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Reticencias

Continuo caindo nessa imencidão
Agarrando os pedaços do meu coração
Secando as lagrimas de cada recordação
Vagando sozinha, sem ter para onde ir
Cansada dessas coisas que eu tenho que sentir

O que foi que aconteceu?
Quando tudo escureceu?
O meu corpo no escuro treme

Pelo tamanho da dor
Causada pela falta de amor

O tempo está acabando
Enquanto tudo está passando
O soar do relógio estremece
Antes de eu ver o que acontece

Me deixando fazer
Meu corpo parar de se mover.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Viva

Não esqueça da vida
Só por que a morte a espera
Se até agora ela foi sofrida
Por que não a recupera?
Não é naquela dor mais sentida
Que você mais se revela?

Corra, grite, ame, faça tudo o que conseguir
Acredite, nada é errado
Se por acaso te faz sorrir
Não foi você que havia me falado
"Eu vou aonde conseguir ir?"

Seja criança enquanto isso ainda é verdade
E faça de tudo para não crescer
Por que depois vem a responsabilidade
E você não poderá mais se esconder
Dessa nossa sociedade
Que agora só quer poder

Minha mente.

Tão cansada, sangrando, e sendo esquecida
Então tudo iso
E apenas a vida?
Vou saindo igual a um mudo
Totalmente despercebida

Você não é nenhum perito
O que pode descobrir?
Minha mente é um labirinto
Que você não vai atingir

É melhor obedecer
Já consegue ouvir o timbre?
Mais o pior de tudo é saber
Que mesmo sozinha, não sou livre

Já não tenho coração?

Vivemos para morrer
Por que será assim?
Morremos para viver
Será que isso não tem fim?

Então só preciso correr
Para tentear fugir de mim?
Seria ruim a morte me alcançar?
Depois de tanto eu fugir

 Ela só podera me matar
Não me corrigir
Já posso ouvir até meu coração parar
Então permaneço sem intefirir

Estava lembrando outra vez
Com uma faca manchada de sangue na mão
Que não tinha um pingo de sensatez
Enquanto fazia tudo com perfeição

E com isso pensei que talvez
Eu já esteja sem coração.

Angustia

Tento não chorar pela mágoa
De uma angustia de vida
Estou fugindo do mundo
Para não ser destruida
Seguindo apenas os passos
De uma criança sofrida

Por favor, pense com sua cabeça
E aja com razão
Evite que aconteça
O mesmo que a população
Antes que apareça
Mais gete sem coração

Não mate quem merece viver
Apenas o deixe fugir
Pessoas você sempre vai conhecer
Para todo lugar que ir
Só não me prometa nunca esquecer
De sempre me sorrir