segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Repetir Tudo Novamente.


“Coloquei a música no último volume, tranquei a porta do quarto e desabei, toda dor que me sufocava escorria pelo o meu rosto. Desabei em silêncio, só o meu travesseiro era testemunha do sofrimento existente em mim, noites e noites o encharquei com lágrimas em forma de desabafos. A monotonia era acordar com um sorriso forjado e a noite cair aos prantos, colocar pra fora tudo que aguentei com um singelo sorriso no rosto, um sorriso que nunca foi meu. Chegava da escola ia direto pro banheiro, ligava o chuveiro e chorava baixinho pra ninguém desconfiar, logo lavava o rosto e contara pra minha mãe o quão legal foi o meu dia. Tinha mesmo era vontade de gritar bem alto para todos ouvirem o que passo, a dor que sinto no meu coração. Mas calei-me. Não consigo demonstrar os meus sentimentos e menos ainda as minhas dores, ninguém se importa. Já tentei desabafar mas ninguém deu bola, todos me viraram as costas ou, disseram que era ”drama” ou, simplesmente disseram que estava fazendo tempestade em copo d’água. As dores que sinto não são as piores do mundo como, perder uma mãe, ser atropelada ou, ter câncer, mas só eu sei o quanto dói senti-la. O pior é quando olho ao meu redor e vejo que estou só, não tenho um ”ombro amigo” pra desabar ou, um ”amigo parceiro” pra ficar ao meu lado nesses momentos difíceis que estou passando, estou sozinha junto com a solidão. Sem rumo, sem amigos, sem opções trancafio dentro do quarto, coloco uma música melancólica no ultimo volume e choro, coloco pra fora todas as dores guardadas dentro do meu peito. Esvazio o meu coração com cada lágrima em forma de desabafo. Choro. choro, sem parar, penso em todos os motivos que me faziam chorar e chorava mais ainda. Depois com o olho vermelho ardendo, com dor de cabeça e com o rosto manchado de rímel adormeço pra outro dia repetir tudo novamente.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário